• Thai Santos

Submundo Interior | Infinito Particular



O Ser Humano não encarna só para ser feliz. A encarnação não serve só para isso.

O Ser Humano encarna para se trabalhar. Nascemos e vivemos nesse Planeta, para nos curarmos, nos conhecermos, nos reencontrarmos dentro de nós. Ou melhor, para cumprirmos nossos Acordos Espirituais.

Descemos para encararmos nossos medos, nosso sofrimento, nossa tristeza, nosso vazio, nossas feridas, nossos desconfortos e limitações. Cada medo, cada desconforto, cada dor é um bloqueio energético provocado por uma memória kármica. E essa memória kármica pode ter sido um trauma causado e experienciado em vidas passadas.


A Lei do Esquecimento é sábia. O Universo é mais ainda. Pois, é fácil se perceber, que há exceções, onde as brechas na Lei acontecem. E essa brecha se dá nos sentimentos e emoções, se dá pelo nosso amado coração.


Jesus e muitos outros Mestres Ascensionados nos trazem a reflexão de que devemos abandonar o Ego, desfocar da mente, para que assim, possamos nos conectar com a Fonte Divina e nos reconhecermos como somos: almas. Porém, Jesus também diz que nosso Ego e Energia Yang serve para o nosso bem também.


A tendência é que, ao percebermos que dentro de nós, há a sombra, há algo que dói, há algo desconfortável, é a de: fugirmos, ignorarmos e resistirmos. Só que não há nada de verdadeiro nisso, não há transmutação ao se fazer isso.


Para que você se trabalhe, é preciso: passar por aquilo que te dói, vivenciar, perceber e aceitar. A partir do momento em que você aceita, inicia-se um processo lento e natural de cura. Ao colocar consciência no medo, você está retirando o poder que deu a ele. Está recuperando o seu poder sobre ele e sobre si. Afinal, não há como controlar o que você ignora. E quando você decide sentir aquilo que te machuca, sentir no mais profundo do seu Ser, essas sombras começam a perder força e só o que lhes resta é se transformar em Luz. Aí é que o Ego e a Energia Yang entram: na coragem em enfrentar as dificuldades e em vivenciá-las até que deixem de fazer sentido.


Não confunda esse processo ao da Teoria do Sofrimento. A Teoria do Sofrimento é a romantização que o Homem fez do próprio sofrimento. É histórico. O Homem pensava que o Sofrimento era o que o tornava digno. E esse processo é exteriorizado e completamente, o contrário do que estamos conversando nesse texto. O Homem procurava o sofrimento para se sentir alguma coisa.

Quantos filmes "românticos" existem de "amores" sofridos, com sacrifício, que são dados como lindas histórias? Claro que há suas exceções, mas aqui jaz um exemplo básico da romantização do sofrimento.

Aqui estamos falando, não de procurar o sofrimento. Mas, de parar de fugir dele. Senti-lo, aceitá-lo, vivenciá-lo com toda sua profundidade e intensidade, isso tudo sem se julgar vítima, sem culpar ao outro. Apenas, compreendendo que é de sua responsabilidade o que ocorre na sua vida, o que permanece dentro de você, o que te dói. É consequência do que você experienciou nessa ou em outras vidas. Sendo assim, está nas suas mãos, a cura.

E pra isso, é preciso ter coragem, coragem de se reconhecer como frágil, coragem para se reduzir a humildade de reconhecer suas fraquezas, coragem de encarar a dor quantas vezes forem necessárias para que ela desapareça.

Vai parar de doer, não porque você focou em outra coisa, para esquecer da dor.

Vai parar de doer, não porque você fugiu.

Vai parar de doer, não porque você bebeu ou se drogou para esquecer dessa realidade.

Vai parar de doer, não porque você rezou, pedindo aos céus que o seu Deus resolvesse seus problemas e curasse sua dor.

Vai parar de doer, porque você teve coragem o suficiente para sentir. Sentir tanto, que se mistura ao que sentes. E se tornam um só. Você se familiariza com o que sentes, e não tem mais surpresas. Até que um dia, quando você menos percebe, aquilo desapareceu.

Isso é escolher levar a luz para a escuridão. Isso é escolher ser a luz e aprender a enxergar no escuro. Isso é você dar um basta e afirmar para si mesmo:>eu mereço ser feliz, eu mereço me desintoxicar desse veneno interior, e eu sei que, como tudo, isso vai passar. E ao passar, eu sei que estarei mais leve e serei mais feliz.<

Nessa bagagem vem o perdão e o auto-perdão. O perdão é a ferramenta mais maravilhosa que, o Divino Criador podia nos conceder. É a oportunidade de você se limpar, se livrar, se lavar de todo um peso desnecessário, que te impede de ser feliz.

Acolher sua sombra é lindo.


Essa é a diferença entre experienciar uma situação de dor, de forma espiritual ou de forma tradicional.

Enquanto, na forma tradicional, a pessoa se vitimiza, acha que todo mundo a faz mal, culpa os outros, responsabiliza todo mundo pela sua dor e fica nesse ciclo vicioso, sem sair do lugar. Na forma espiritual, a pessoa sabe que se, há a dor, há algo a se trabalhar. E procura sentir, encarar, voltar a isso quantas vezes forem necessárias, até que o coração se abra, se cure e ela supere, e tenha seu aprendizado.

Ninguém vai te dizer que é fácil, e não vou mentir, não é.

Toda reforma faz uma bagunça. Mas, ninguém te tira a felicidade e sossego, de entrar na sua casa interior, vê-la pronta da reforma, limpa, aconchegante. E se sentir pleno em estar ali dentro. Ninguém.

Posso te garantir.




Autora: Thainá Santos.

>Revolucionar-se<


Reflexões baseadas em uma Mensagem de Luz, da Alexandra Solnado.


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